10 de agosto de 2026 · 8 min de leitura
Resiliência e cooperatividade na saúde mental dos homens
Homens representam quase 80% dos suicídios nos EUA e apenas cerca de um terço das pessoas em terapia. Algo na forma como falamos de saúde mental masculina não está funcionando.
Apesar da crescente conscientização e dos recursos disponíveis para a saúde mental masculina, algo ainda não está funcionando. Os homens representam quase 80% de todos os suicídios nos Estados Unidos, com uma taxa cerca de quatro vezes maior que a feminina — e, ainda assim, apenas cerca de um terço das pessoas em terapia são homens.
O problema não é falta de informação
A maioria dos homens que atendo sabe que terapia funciona. O que os trava não é ignorância: é o custo social imaginado de pedir ajuda. Pedir ajuda é lido como perda de posição.
Resiliência mal entendida
Resiliência foi confundida com resistência. Resistir é aguentar sozinho até quebrar. Resiliência é recuperar a capacidade de agir depois de um impacto — e isso quase nunca é um processo solitário.
Cooperatividade como habilidade masculina
Homens costumam se abrir melhor lado a lado do que frente a frente: no trabalho, no esporte, num projeto comum. Levar essa lógica para a terapia funciona. Em vez de "falar sobre sentimentos" no abstrato, trabalhamos sobre tarefas concretas: um conflito no trabalho, uma conversa evitada há meses, uma decisão parada.
Sinais de que é hora de buscar ajuda
- Irritabilidade constante com quem você ama.
- Álcool, trabalho ou telas usados para não sentir.
- Sensação de estar em piloto automático.
- Pensamentos de que "todos ficariam melhor sem mim" — nesse caso, procure ajuda imediatamente (CVV 188, 24h, gratuito).
Um caminho realista
A terapia com homens funciona melhor quando é direta, tem foco e devolve autonomia. É isso que busco na Gestalt-terapia: você entende seus padrões, testa novas respostas e assume as próprias escolhas.