A
Todos os artigos

17 de agosto de 2026 · 7 min de leitura

A tentação da auto-rejeição e a promessa da autoaceitação

Não escolhemos o conteúdo da nossa mente, mas passamos a vida tentando. O trabalho com aceitação e rejeição do que está fora do nosso controle pode construir resiliência — ou sofrimento.

Não podemos escolher o conteúdo de nossas mentes, mas certamente tentamos. Há muita coisa na vida — dentro e fora de nós — que não escolhemos, não controlamos e que não corresponde aos nossos ideais de perfeição. A forma como lidamos com isso decide se construímos resiliência ou sofrimento.

A auto-rejeição parece produtiva

Para muitos homens, rejeitar partes de si mesmo é apresentado como disciplina. "Vou cortar essa fraqueza." "Não deveria estar sentindo isso." A auto-rejeição se disfarça de alta exigência, e por isso é tão difícil de perceber: ela vem embalada como virtude.

O custo aparece depois. Quanto mais energia é gasta negando um sentimento, menos energia sobra para agir sobre a situação que o produziu. É por isso que tantos homens chegam à terapia exaustos sem conseguir nomear o que os cansou.

Aceitar não é concordar

Aceitação, na Gestalt-terapia, não significa aprovar o que acontece nem desistir de mudar. Significa parar de gastar força para negar o que já é fato. Só o que é reconhecido pode ser trabalhado.

Na prática, a diferença aparece em frases simples:

  • Auto-rejeição: "eu não deveria estar com medo disso".
  • Autoaceitação: "estou com medo disso — e ainda assim vou decidir o próximo passo".

O que muda no dia a dia

Homens que começam a se aceitar relatam mudanças bem concretas: dormem melhor, discutem menos por motivos pequenos, conseguem pedir ajuda antes do colapso e voltam a sentir prazer em coisas que tinham virado obrigação.

Como esse trabalho acontece na terapia

No meu consultório online, esse caminho normalmente passa por três movimentos: reconhecer o que está sendo rejeitado, experimentar ficar com aquilo sem fugir e, por fim, escolher uma ação a partir do que é real — não a partir do ideal.

Se você se reconheceu aqui, esse é exatamente o tipo de questão que trabalhamos na psicoterapia individual online para homens.

Escrito por André Garcia Neto, psicólogo clínico (CRP 08/45062), especialista em Gestalt-terapia e saúde mental masculina.

Agendar uma sessão

Agendar

O primeiro passo é seu.

Se você chegou até aqui, algo já está pedindo atenção. Envie uma mensagem e conversamos sobre como começar.